segunda-feira, 31 de março de 2008

...! ! !...

Eis que lanço ao mundo meu grito desesperado
da minha alma à procura de paz
e um pouco mais de sanidade
para continuar à viver.
Necessito urgentemente de forças
para seguir acreditando
nas promessas dos Anjos.

Escrevendo poesias eu consigo dialogar
com a que existe dentro de mim de melhor e mais puro.
Mas tem fases que atravesso, onde as palavras
vão escapando lentamente, até que não resta
uma só pequena frase que me faça sentido.
Simplesmente não se encaixam,
não dizem o que eu quero dizer e tanto preciso...
É quando os anjos silenciam. Como se, talvez,
Eu tivesse ficado surda e muda de uma só vez ...
É quando começa a hora do pânico.
É como se me encontrasse à mercê
de um batalhão de duzentos mil demônios.

Fiz da poesia minha lança e o meu escudo,
como quem vai dominado aos poucos
as coreografias de uma luta marcial.
Sou poeta não como criança
que faz das palavras seu brinquedo.
Me fiz poeta mais pela necessidade de continuar viva!
Sinto-me poderosa e invencível,
quando escrevo o que me vem de dentro...

Quando não consigo escrever, esse passa a ser o momento
mais negro e sombrio da minha vida,
o momento em que me vejo
abandonada
nesse vale tenebroso de sombras, de onde posso até
sentir os dedos gelados da morte
acariciando docemente o meu rosto.

By Grazy Siqueira

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