
Eu sou a que na vida não tem norte,
Impele brutalmente para a morte!
"...Quem me vê sorrindo, pensa que estou alegre. O meu sorriso É por consolação; Porque sei conter Para ninguém ver o pranto de meu coração. O pranto por este amor. Talvez Não compreendeste, e se eu disser, não crês. Depois de derramado, ainda soluçando, tornei-me alegre. Estou cantando. Compreendi o erro De toda a humanidade. Uns choram por prazer. E outros com saudades... Jurei e a minha jura jamais eu quebrarei. E todo o pranto eu esconderei..."



“Tudo bem, viver um romance instantâneo deve ser legal,
deve fazer bem para o ego...
Mais não se perca em pensamentos de solidão,
não se apresse em encontrar alguém, nem queira entregar seu coração
ao primeiro que piscar diferente dê tempo ao tempo, conheça a pessoa
e procure se conhecer seja exigente sim!!!
Afinal de contas, o que está em jogo é a sua felicidade, e isso, faz toda a diferença.”


Passos errantes contra o vento
Nas ruas estreitas e escuras
Nas vielas frias confusas
Independente face ao tempo
Destaco-me nas sombras solitária
Em horas mortas loucura
Caminho em passos medidos
Traço caminhos na lua
As sombras é que me guiam
As estrelas me alumiam
E os lobos me acompanham
Aguardando uma fraqueza final
Fraqueja a vontade mas não o passo
Solitária sigo o meu caminho
Nas sombras figuras
No olhar a desventura
Sorriso irónico num canto da boca
Nunca tive companhia que me guiasse
Só, continuarei
A levar os meus passos...
Eis que lanço ao mundo meu grito desesperado
da minha alma à procura de paz
e um pouco mais de sanidade
para continuar à viver.
Necessito urgentemente de forças
para seguir acreditando
nas promessas dos Anjos.
Escrevendo poesias eu consigo dialogar
com a que existe dentro de mim de melhor e mais puro.
Mas tem fases que atravesso, onde as palavras
vão escapando lentamente, até que não resta
uma só pequena frase que me faça sentido.
Simplesmente não se encaixam,
não dizem o que eu quero dizer e tanto preciso...
É quando os anjos silenciam. Como se, talvez,
Eu tivesse ficado surda e muda de uma só vez ...
É quando começa a hora do pânico.
É como se me encontrasse à mercê
de um batalhão de duzentos mil demônios.
Fiz da poesia minha lança e o meu escudo,
como quem vai dominado aos poucos
as coreografias de uma luta marcial.
Sou poeta não como criança
que faz das palavras seu brinquedo.
Me fiz poeta mais pela necessidade de continuar viva!
Sinto-me poderosa e invencível,
quando escrevo o que me vem de dentro...







